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Direitos televisivos muito concorridos

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11.03.2026

A aquisição dos direitos televisivos centralizados parece estar a entusiasmar o mercado. É um bom sinal para o Futebol português.

A qualidade que atingiu, seja a nível de equipas, seja na selecção nacional, está próxima dos melhores do mundo. Mas as receitas geradas não acompanham essa evolução. As receitas dos designados 3 grandes, somadas, são inferiores às receitas do Real Madrid.

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Segundo o diretor executivo da Liga, André Mosqueira do Amaral, já se manifestaram sete interessados, é uma consequência da evolução e projecção do futebol português, mas também evidencia uma mudança no perfil dos potenciais interessados nos direitos televisivos do futebol.

Hoje, os direitos representam mais do que um preço a pagar pela transmissão televisiva dos jogos, surge muito capital institucional, nacional e internacional, a olhar para os direitos como um activo de investimentos e, por isso, demonstram interesse em investir no mundo do futebol.

Nas últimas negociações, efectuadas directamente pelos clubes, os interessados resumiam-se às operadoras de canais de TV, broadcaster, nomeadamente NOS e MEO. Adquiriam os direitos para poder transmitir, ou revender, os jogos dos três grandes.

Agora, existem novos intervenientes, entraram na corrida os Players do mundo digital. Estão interessados em adquirir conteúdos que vão para além do momento do jogo, os chamados NFT"s (Non-Fungible Tokens).

Os NFTs são uma potencial fonte de receitas para clubes de futebol porque permitem vender ativos digitais únicos, usando tecnologia de blockchain. Na prática, são direitos a reproduzir, seja por que plataforma for, imagens marcantes, como um golo icónico, uma transição ímpar, ou momentos mais reservados da vida dos clubes.

Alguns NFTs já são transaccionados a milhares de euros, funcionam, também, como passes VIP digitais e permitem acessos exclusivos como: conhecer jogadores, bilhetes premium, visitas ao balneário, eventos exclusivos, acompanhar a equipa nas deslocações internacionais.

É um mundo novo a chegar ao futebol, com capacidade de fazer catapultar as receitas e com elas fortalecer as tesourarias dos Clubes.

Boas tesourarias, evitam venda de jogadores por pressão financeira. Permitem que cresçam dentro dos próprios clubes, em abono dos resultados desportivos e do futebol português.

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