Ao que não se pode guardar
A história não reza pelos guarda-redes que se impõem pelo grito, pela explosão do momento, pela exibição que fica na retina numa jogada isolada. Diogo Costa impõe-se pelo silêncio competente e por uma técnica lapidada, uma solidão quase litúrgica, numa espécie de heroísmo que não cabe no grito nem numa só jogada que fica gravada na retina. Foi assim contra a Colômbia, quando seis intervenções, duas dentro do tempo mais apertado do jogo, lhe valeram o prémio de melhor em campo. Foi assim, de novo, contra a Croácia, quando o golo sofrido por Perisic não abalou a serenidade de quem, entre as defesas a Kovacic e o corte imperioso a Matanovic, se ergueu como o verdadeiro fiador da vitória que os golos de Cristiano........
