Um quadro de estabilidade?
Passadas as eleições presidenciais, e face à declaração do Presidente-eleito de que não é favorável a ciclos políticos curtos, temos perante nós a perspectiva de um período de mais de três anos em que a vida política nacional de estabilidade institucional. Isto, claro, se não acontecer nada de inesperado.
Ora a vida política em Portugal deu muitos exemplos de que o inesperado pode surgir a qualquer momento.
Basta recordar, da mais recente para a mais distante, as três dissoluções parlamentares decididas por Marcelo nos últimos quatro anos:
em 2021, a dissolução foi baseada na falta de aprovação do Orçamento de Estado;
em 2024, na demissão do Primeiro-Ministro;
e em 2025 na aprovação de uma Moção de Censura que forçou à demissão do Governo.
Em nenhuma destas situações a dissolução era uma consequência lógica e imediata. Nem se pode dizer........
