O verdadeiro custo da inovação em Saúde
A inovação em saúde continua a ser frequentemente discutida em termos de custo ou investimento. A pergunta parece legítima. Mas talvez esteja mal formulada.
Porque a inovação tem, inevitavelmente, um custo. Tal como têm os profissionais de saúde, os hospitais, os equipamentos médicos ou qualquer outra componente do sistema. A verdadeira questão não é saber se custa dinheiro. É saber que valor gera para os doentes, para o Serviço Nacional de Saúde e para a sociedade.
E é precisamente aqui que o debate deveria estar centrado.
Esta é uma reflexão particularmente relevante num momento em que a Convenção Nacional da Saúde e a CEP – Confederação Empresarial de Portugal voltam a reunir decisores, profissionais e especialistas para discutir o futuro do sistema de saúde e os desafios da sua sustentabilidade.
Nas últimas décadas, a inovação terapêutica transformou profundamente a forma como vivemos e tratamos a doença. Muitos cancros passaram a ter taxas de sobrevivência impensáveis há uma geração. Doenças raras deixaram de ser inevitavelmente incapacitantes. Patologias crónicas podem hoje ser controladas com uma qualidade de vida incomparavelmente superior à do........
