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Guerras de escolha, assimetria e o perigo das Cruzadas Modernas

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17.03.2026

A confrontação entre Israel, Estados Unidos e Irã não era uma guerra inevitável. É, de fato, , aquilo que a tradição estratégica denomina uma guerra de escolha — um conflito que nasce não de uma ameaça existencial imediata, mas de uma decisão política deliberada de recorrer ao instrumento militar para reorganizar o ambiente estratégico. Na teoria, guerras de escolha parecem rápidas, cirúrgicas e controláveis. Na prática, tendem a produzir precisamente o contrário.

O problema começa quando potências militarmente superiores entram em confronto com um adversário menor, porém resiliente. Nesse momento, o conflito deixa de ser convencional e passa a obedecer à lógica clássica da guerra assimétrica. O lado mais forte luta para vencer; o lado mais fraco luta para impedir que o outro vença. E a história recente demonstra, com uma consistência quase pedagógica, que impedir a vitória do adversário pode ser suficiente para transformar uma campanha militar em um impasse estratégico.

Quando um país se percebe acuado –........

© Jornal Económico