A cimeira que não foi uma vitória
Há uma narrativa instalada sobre a recente cimeira de Pequim entre Donald Trump e Xi Jinping que convém ler com frieza: a de que Xi venceu por ter oferecido ao mundo a imagem de um estadista sereno e metódico, enquanto os Estados Unidos pareceram erráticos e sem desenho. É uma leitura elegante, mas insuficiente. A hipótese mais sólida é outra: Xi não foi para ganhar, foi para limitar perdas.
Quem vai para ganhar impõe. Quem vai para não perder compra tempo, abranda a pressão e preserva margem de manobra. É isso que torna a cimeira relevante. Pequim procurou previsibilidade num momento em que a disrupção lhe é desfavorável. Washington, pelo contrário, converteu a reunião em sinais públicos, resultados tangíveis e pressão futura. A assimetria não está no........
