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O novo orgulho nacional

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10.07.2026

Portugal tem cada vez mais empresas de nova geração apostadas em atingir posições de destaque mundial nas suas áreas, capazes de atrair fluxos de financiamento que permitem forte crescimento e valorização

Estima-se que existam em todo o mundo mais de 150 milhões de startups em diferentes estágios de evolução e com um nível de mortalidade superior a 90% nos primeiros dez anos. Os jovens fundadores, muitos reerguidos de falhanços anteriores, correm maratonas a perseguir o mesmo sonho: ter a sua startup avaliada em mais de mil milhões de dólares e ser o próximo unicórnio.

Portugal tem hoje sete unicórnios, cada um com uma visão e um modelo de negócio próprios. Lutaram muito para chegar onde chegaram, aprendendo com os seus insucessos anteriores e com os falhanços de terceiros, como da Farfetch ou, mais recentemente, da Unbabel, dois casos paradigmáticos cuja queda tem ainda hoje uma grande exposição mediática, o que vem facilitar a compreensão das causas de raiz dos dois insucessos.

Graças a uma conjunção particular de fatores, Portugal surpreende: conta hoje com um número de unicórnios bem acima da média europeia – uma diferença que se está a acentuar

O leitor dirá que sete unicórnios não é muito no panorama nacional, mas não é verdade. Na União Europeia existirão cerca de 200 a 220 unicórnios, o que significa que 3,5% são portugueses. Como o rácio do PIB é de 1,8%, a economia portuguesa tem proporcionalmente o dobro de unicórnios da média europeia.

Este desempenho não vem por acaso – é o resultado combinado do crescimento da ambição de empreendedorismo de muitos dos melhores alunos universitários, da crescente permeabilidade do tecido das startups além-fronteiras e, claro, dos vários programas de estímulo à atração de nómadas digitais e ao crescimento de startups, nomeadamente em Lisboa. Três impulsores que o futuro vai continuar a alimentar, criando as condições certas para startups robustas e inovadoras – e com o ADN de futuros unicórnios.

É surpreendente o valor e crescimento dos sete unicórnios face às empresas tradicionais portuguesas, mas não parece que estas........

© Jornal Económico