O novo orgulho nacional
Portugal tem cada vez mais empresas de nova geração apostadas em atingir posições de destaque mundial nas suas áreas, capazes de atrair fluxos de financiamento que permitem forte crescimento e valorização
Estima-se que existam em todo o mundo mais de 150 milhões de startups em diferentes estágios de evolução e com um nível de mortalidade superior a 90% nos primeiros dez anos. Os jovens fundadores, muitos reerguidos de falhanços anteriores, correm maratonas a perseguir o mesmo sonho: ter a sua startup avaliada em mais de mil milhões de dólares e ser o próximo unicórnio.
Portugal tem hoje sete unicórnios, cada um com uma visão e um modelo de negócio próprios. Lutaram muito para chegar onde chegaram, aprendendo com os seus insucessos anteriores e com os falhanços de terceiros, como da Farfetch ou, mais recentemente, da Unbabel, dois casos paradigmáticos cuja queda tem ainda hoje uma grande exposição mediática, o que vem facilitar a compreensão das causas de raiz dos dois insucessos.
Graças a uma conjunção particular de fatores, Portugal surpreende: conta hoje com um número de unicórnios bem acima da média europeia – uma diferença que se está a acentuar
O leitor dirá que sete unicórnios não é muito no panorama nacional, mas não é verdade. Na União Europeia existirão cerca de 200 a 220 unicórnios, o que significa que 3,5% são portugueses. Como o rácio do PIB é de 1,8%, a economia portuguesa tem proporcionalmente o dobro de unicórnios da média europeia.
Este desempenho não vem por acaso – é o resultado combinado do crescimento da ambição de empreendedorismo de muitos dos melhores alunos universitários, da crescente permeabilidade do tecido das startups além-fronteiras e, claro, dos vários programas de estímulo à atração de nómadas digitais e ao crescimento de startups, nomeadamente em Lisboa. Três impulsores que o futuro vai continuar a alimentar, criando as condições certas para startups robustas e inovadoras – e com o ADN de futuros unicórnios.
É surpreendente o valor e crescimento dos sete unicórnios face às empresas tradicionais portuguesas, mas não parece que estas........
