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O verdadeiro alcance do PRR começa agora

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09.10.2026

Um programa com a dimensão do PRR pode ser analisado de muitas formas. Podemos olhar para o investimento realizado, para as taxas de execução, para o número de projetos ou para o cumprimento das metas contratadas.

E tudo isso é importante.

Mas, num momento de balanço, há duas questões que me parecem particularmente relevantes: como criar as condições para manter o impulso deste programa? E que lições aprendemos ao longo de todo este processo?

Desde logo, importa recordar aquilo que o Ministro da Economia e Coesão Territorial descreveu como o “pecado original do PRR”: demasiados apoios para o Estado e poucos para as empresas. E, de facto, não podemos deixar de pensar quantos projetos de investimento produtivo verde teriam sido realizados se os apoios tivessem sido mais equilibrados.

A questão não é ideológica. É económica. Os investimentos públicos em infraestruturas, habitação ou serviços coletivos são indispensáveis. Mas o crescimento sustentado da produtividade, das exportações e dos salários depende sobretudo da capacidade de investimento das empresas. A experiência dos países europeus mais bem-sucedidos mostra que a convergência económica resulta da combinação entre investimento público eficiente e um setor empresarial capaz de inovar, crescer e competir nos mercados internacionais.

Na Navigator, o PRR envolveu 90 projetos, desde a descarbonização das operações ao desenvolvimento de novos bioprodutos, passando pela digitalização e pela modernização da atividade florestal.

Na descarbonização, esse impacto é já muito concreto. Os seis grandes projetos apoiados pelo PRR representam cerca de 193 milhões de euros de CAPEX, um incentivo contratualizado próximo dos 76 milhões e uma redução de emissões de Âmbito 1 e 2 estimada em praticamente 300 mil toneladas de CO₂.

São projetos que se inserem num esforço mais amplo. Em 2019, apresentámos o nosso Roteiro de Descarbonização, assumindo a ambição de reduzir em 86% as emissões em 2035, face a 2018. Em 2025 tínhamos já atingido uma redução de 37%. Em 2027, com o contributo dos........

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