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A transição energética não é um fardo…

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thursday

É a nossa maior alavanca de sobrevivência e competitividade

Olhar para a transição energética com uma lente de desconfiança, encarando as metas de descarbonização como uma imposição burocrática ou um travão ao crescimento é um erro de diagnóstico e vai custar caro. As evidências económicas apontam no sentido oposto: a sustentabilidade e a eficiência energética deixaram de ser um exercício de relações públicas para se tornarem um fator decisivo de competitividade e soberania energética.

É compreensível o pragmatismo de quem gere uma empresa: num país culturalmente avesso ao risco, a perspetiva de endividar uma operação para mudar matrizes energéticas (que normalmente são exigentes em tempo e dinheiro) gera paralisia. Mas a inércia já não é uma zona de conforto a custo zero; hoje, não decidir é a decisão mais cara.

Cada megawatt de energia limpa produzido em solo nacional é um megawatt imune a crises geopolíticas internacionais e à volatilidade de preços que recentemente sufocou a nossa indústria.........

© Jornal Económico