O espião russo
Ou falso espião, ou mitómano, ou jovem burlão, ou amante do luxo e das mulheres, ou ladrão violento, ou rouba-motoretas a desgraçados da Glovo, ou dono de Ferraris, ou mestre do disfarce, ou rapaz avariado de todo, ou Cláudio, ou Miguel, ou pedreiro, ou soldado, ou emigrante, ou folha limpa, ou cadastrado, ou falso filho de ex-ministro, ou filho de drogados adoptado em bebé, ou inocente, ou culpado, ufa... seja lá o que for este cidadão português, quando quarta-feira entrei na sala do tribunal, as coisas não batiam certo.
Três agentes armados, pistolados, acassetados, em coletes antibala de kevlar, braços como pernas tatuadas, brasões de elite e a sigla GISP nas costas, o corpo de elite para motins em prisões e transporte de presos ultraperigosos. Um dos guardas encostado à parede, um poste musculado, mistura de Stallone, Schwarzenegger e Clint Eastwood nos seus filmes "estou calmo, mas já te digo, punk". Outro, à porta, tirou-me as medidas e pediu para me........
