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Stop à violência

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24.04.2026

A apresentação da campanha "Stop à violência", promovida pela Federação Portuguesa de Futebol, reuniu todo o ecossistema do futebol, da APAF à Liga Portugal, da ANTF ao SJ, incluindo as 22 associações distritais e regionais, AMEF, ANEDAF e ANDIF, com o envolvimento do Governo e da APCVD num desígnio que ultrapassa o próprio jogo. Mais do que um momento institucional, foi uma oportunidade para pensar o futebol e o seu lugar na sociedade.

Entre as intervenções, destacou-se a de Vítor Filipe, presidente da Associação de Futebol de Lisboa e representante da Mesa do Plenário das Associações Distritais e Regionais, que lembrou que a democracia se constrói com diálogo e participação e que a liberdade implica civismo, responsabilidade e respeito. No futebol, disse, isso traduz-se em liderança firme, regras claras, prevenção e responsabilização efetiva, apontando o papel central da Federação no cumprimento desta exigência ética.

É nesse sentido que a Direção da FPF tem vindo a agir, procurando tornar o futebol mais seguro para todos. A mensagem "Stop à violência", que estará visível nos relvados de todo o país, ganha expressão concreta nas mais de 80 alterações ao Regulamento Disciplinar, que reforçam a responsabilização e protegem os agentes desportivos. São passos firmes na construção de um quadro regulamentar coerente, que se quer consistente da base ao topo. A harmonização disciplinar mantém-se, por isso, um desafio exigente e desejável, que convoca valores comuns e o respeito pela autorregulação.

Persistem, porém, tarefas por cumprir. Num esforço de cooperação alargado, a FPF mantém o diálogo com o Ministério da Administração Interna, procurando dar forma a medidas que reforcem a prevenção e o combate à violência no futebol.

Mais do que um slogan, o "Stop à violência" afirma-se como um compromisso coletivo que exige coerência, persistência e ação continuada. É na capacidade de transformar princípios em práticas, dentro e fora de campo, que se medirá o verdadeiro alcance desta iniciativa e a credibilidade de um futebol que quer ser, acima de tudo, um espaço de respeito e responsabilidade partilhada.


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