Estética de vingança
Homens e mulheres ajoelhados, mãos atadas, cabeças forçadas para baixo, enquanto um hino nacional ecoa como uma ameaça metálica sobre um convés militar. Não é apenas uma fotografia de guerra, é muito mais um retrato moral de um espelho partido onde Israel, há muito, deixou de conseguir reconhecer-se. Trazendo consigo o peso inteiro da História, há imagens que não precisam de legenda.
O vídeo divulgado por Ben-Gvir não foi um excesso isolado nem um acidente coreográfico de um extremista com poder. Não foi sequer a primeira vez. Foi uma encenação deliberada da humilhação como instrumento político, teatro da submissão filmado para consumo interno, alimentando a pedagogia brutal de um nacionalismo intoxicado pela........
