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O que podemos controlar

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Doeu? Demasiado. Empatei com uma equipa que vai descer de divisão e estou chateada como se tivesse perdido três pontos. Perdi dois e aqui as coisas têm de ser bem vistas.

O Sporting dominou a primeira parte inteira, rematou pouco. Em direção da baliza, que me recorde, foram dois os remates enquadrados. Não chega, temos de ter mais, temos de exigir mais e temos de ter consciência de que neste momento estamos a ceder.

Ceder ao cansaço, ao ritmo, aos mercados mal estudados, às lesões, às recuperações que não foram feitas como deveriam ter sido... Tudo isso pesa, tudo isso tem impacto e tudo isso mexe. Mexe com resultados, mexe com a cabeça de jogadores e equipa técnica e mexe connosco, adeptos.

E, falando em adeptos, falo dos mesmos que insultaram e assobiaram no final do encontro nas Aves. Não vou dizer que não tinham razão, vou dizer apenas que há momentos em que o emocional de quem anda milhares de quilómetros atrás de quem veste a camisola de leão rampante fala mais alto. Estamos sempre lá, chateados, zangados, tristes, desiludidos, mas estamos sempre lá.

Nunca será por falta de amor, de apoio ou de crença e, deste lado da bancada, só queremos ter a certeza de que essa noção existe por quem corre. Queremos ver esforço, queremos que se dediquem a fazer o melhor que sabem e que nunca se esqueçam de que só podemos agir perante aquilo que se pode controlar. Em caso de igualdade pontual, eles ficam na frente, mas isto ainda não acabou. Que ninguém se esqueça disso.


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