Defesa: a nova fronteira estratégica da economia portuguesa
Num contexto global marcado pela competição geopolítica, pela reconfiguração das cadeias de valor e pela aceleração tecnológica, a defesa deixou de ser apenas uma função soberana do Estado. É hoje também uma indústria tecnológica, intensiva em conhecimento e cada vez mais central na economia europeia.
A Europa está a atravessar um novo ciclo de reindustrialização impulsionado pelo investimento em defesa. Esse movimento não se limita ao setor militar: estende-se ao aeroespacial, à cibersegurança, aos sistemas autónomos, às comunicações seguras e aos materiais avançados. Trata-se, na verdade, de uma transformação estrutural com impacto direto na competitividade económica do continente.
Portugal não está fora desta dinâmica. Mas ainda não está, também, onde poderia estar.
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