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O paradoxo da investigação criminal

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05.04.2026

Nunca se exigiu tanto do Ministério Público (MP) e dos polícias de investigação criminal. Mas, ao mesmo tempo, nunca este pilar da Justiça sofreu com um fosso tão grande entre os meios que tem à sua disposição e os recursos detidos pelos criminosos, alheios a fronteiras e regras processuais. Costuma dizer-se que as organizações mafiosas estão sempre um passo à frente das polícias. E é verdade. Detêm a vantagem do tempo para preparar e sofisticar, em silêncio, as suas ações nefastas, enquanto as autoridades estão asfixiadas em expediente, burocracia e falta de meios.

O tempo joga muitas vezes em desfavor dos procuradores, que acabam por ficar afogados em inquéritos. Acumulam-se os processos, enquanto os criminosos........

© Jornal de Notícias