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Perder os pardais

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21.01.2026

Em criança, conhecia-os de ginjeira, de voo e de trinado, e tanto me eram familiares - o bibe do macho, o pardacento da fêmea, a magreza dos juvenis -, que imaginava que as discussões, os acasalamentos, a desordem e a vontade de prosperar eram coisa de gente, mais do que coisa de pardal.

No meu colégio, o beiral do ginásio constituía um grande viveiro em que a conversa desses pássaros lembrava um mexerico alto de ninho em ninho, sem segredos, um viveiro igual à política nesse tempo. "Eles discutem muito, mas depois são todos amigos", explicava a minha mãe. A tese não estaria de todo certa, porque de facto........

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