Dialogar, planear, simplificar: o essencial para o país avançar
Num momento em que o país ultrapassou um ciclo eleitoral completo (e até mais do que completo!), importa recentrar o debate em três dinâmicas simples, mas profundamente transformadoras: dialogar, planear e simplificar. Bem sei que não falo de propostas disruptivas nem da reinvenção de modelos, mas antes de recuperar princípios elementares que, quando aplicados com consistência, têm um impacto estrutural na efetividade de políticas públicas e na coesão social.
Dialogar é o primeiro pilar. Um país que dialoga é um país que se ouve a si próprio, que reconhece a diversidade de perspetivas como uma riqueza e não como um obstáculo. Estar aberto ao diálogo não é sinónimo de fragilidade política, mas sim de maturidade democrática. Num contexto de crescente fragmentação, a capacidade de construir consensos alargados - entre partidos, instituições, parceiros sociais e cidadãos - torna-se essencial para garantir estabilidade e previsibilidade. Importa, aliás, sublinhar que a procura de compromissos em nada belisca a autonomia político-partidária. Pelo contrário, a disputa entre diferentes visões é não só legítima como........
