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Pecadores? Santos? Que empresas estão realmente dispostas a fazer o trabalho difícil?

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10.08.2026

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O verão costuma convidar a histórias simples. Heróis. Vilões. Santos. Pecadores. Os debates sobre sustentabilidade fazem, muitas vezes, exatamente o mesmo. Procuramos as empresas que merecem ser celebradas e aquelas que devem ser as culpadas. Mas, e se essa, for precisamente a pergunta errada?

Na nossa conversa "Responsible Leadership in an Uncertain World", integrada na Lisbon Sustainability Week, no passado dia 30 de junho, abordámos deliberadamente aquilo a que muitos chamariam "o elefante na sala": convidamos a CEO de uma empresa do setor do petróleo e gás para participar numa conferência sobre sustentabilidade – Sílvia Barata, da BP Portugal. Foi uma conversa muito importante por várias razões. Talvez a primeira seja o facto de este tipo de empresas ser frequentemente excluído do "clube" quando se trata de discutir sustentabilidade.

Mas se a transição energética depende fortemente da transformação das indústrias com maiores emissões do mundo, não deveriam ser precisamente essas as empresas com quem mais nos interessa dialogar?

Em vez de perguntarmos se a BP pertence ao grupo dos "santos" ou dos "pecadores", a conversa lançou uma questão muito mais relevante: o que é, na prática, necessário para que uma empresa realize uma verdadeira........

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