Sá Carneiro e Personalismo, não cabem no populismo!
”Quando os maus se organizam, os bons devem associar-se; caso contrário, cairão um a um, vítimas sem compaixão numa luta desprezível.”
Há coisas sobre as quais não vale a pena perder muito tempo. Por irrelevância ou vacuidade. É o que costuma acontecer com a esmagadora das coisas ditas por dirigentes do Chega. Todavia, há coisas que não podemos deixar passar.
A tentativa de apresentar o Chega como o “verdadeiro herdeiro” do Personalismo e de Francisco Sá Carneiro é uma intolerável operação de retórica. Mais: é uma fraude. E por isso, não a podemos deixar passar!
Comecemos pelo personalismo. Para Mounier, a dignidade é universal. A pessoa humana, qualquer pessoa humana, não adquire valor por ser portuguesa, francesa ou de qualquer outra nacionalidade. Possui valor antes de qualquer pertença. A dignidade é intrínseca a qualquer pessoa. A todas as pessoas. E neste sentido, opõe-se a qualquer coletivismo (adorados pelo Chega e pela extrema-esquerda, pasme-se!) e a qualquer individualismo capitalista. Porque reconhece a individualidade, é verdade, mas uma individualidade com dignidade e........
