Geografia Insular, Identidade Global
A Autonomia da Madeira não termina no mar.
Esta afirmação política poderia, por si só, definir a Autonomia Regional. Porque, apesar de a nossa geografia ser insular, a nossa identidade e a nossa vocação são efetivamente globais. É essa dimensão que garante o nosso sucesso.
Se dúvidas houvesse, a ideia ficou bem vincada na Conferência Açores–Madeira sobre os “50 Anos de Autonomia nas Comunidades”. Ficou claro que as autonomias insulares não se esgotam no território físico das Regiões: estendem-se à sua extensão humana no mundo.
No encontro, com sessões nos palcos atlânticos de Ponta Delgada e do Funchal, reafirmou-se também uma verdade essencial: a Autonomia, determinante para o progresso das Regiões e para o sucesso das nossas comunidades, não nos foi oferecida. Foi conquistada. Exigiu visão estratégica, coragem política e capacidade para enfrentar centralismos profundamente enraizados na sociedade e na classe política da metrópole. E continua a exigir das lideranças regionais ousadia e a consciência de que nunca nada nos será dado. Governar estas ilhas é, também, governar distâncias.
Nas duas sessões ficou igualmente evidente que, durante séculos, os nossos emigrantes foram reduzidos a números, a remessas e a meras........
