O que queremos fazer sagrado?
Começo a escrever já quase amanhã — talvez quando se escreve seja quase sempre amanhã; e quando se lê? É de noite, estou no Valeparaíso, não o do Chile, onde Pablo Neruda tinha a sua casa Sebastiana — «muito alada, mas firme» — mas sim o da Madeira.
Finalizou a exposição dedicada a Matisse no Grand Palais, em Paris. Este artista falava do gesto do desenho como o de alguém que procurava orientar-se num quarto escuro, e, mais tarde, do ato de manusear a tesoura para cortar os seus famosos guaches recortados como o voo de uma ave. Esta exposição pôs-me em contato com esquissos do próprio artista para a ilustração de Cartas Portuguesas, estas últimas atribuídas a Soror Mariana Alcoforado e dirigidas a um oficial francês por quem se apaixonara. A talho de foice, a estação de metro mais próxima do local da exposição foi atapetada a azulejo pelo Mestre Cargaleiro.
O moçambicano Elísio Macamo, Professor de Sociologia e Estudos Africanos na Universidade de Basileia (Suíça), escreveu, no âmbito do Mundial de Futebol Masculino, que «[n]enhuma........
