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De fora das caixas

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21.08.2026

Há uma ironia curiosa no surgimento de movimentos de mulheres conservadoras: apresentam como alternativa ao feminismo algumas das escolhas que o próprio feminismo ajudou a tornar possíveis.

Durante décadas, diferentes vagas feministas responderam aos desafios do seu tempo: lutaram pelo voto, educação, trabalho, participação política, autonomia e direitos reprodutivos. Nem todas pensaram da mesma forma, nem o feminismo ficou imune a excessos e radicalismos. Mas convém regressar à base antes de o transformarmos numa caricatura: feminismo não significa superioridade das mulheres, ódio aos homens ou eliminação das diferenças entre sexos. Significa igualdade de direitos e oportunidades.

Por isso, uma mulher escolher casar, ser mãe, dedicar-se à família ou valorizar a sua feminilidade não representa uma derrota do feminismo. Poder escolher é precisamente parte da conquista.

É aqui que considero interessante o crescimento de movimentos conservadores femininos. Depois de anos em que alguma esquerda confundiu emancipação com........

© JM Madeira