De fora das caixas
Há uma ironia curiosa no surgimento de movimentos de mulheres conservadoras: apresentam como alternativa ao feminismo algumas das escolhas que o próprio feminismo ajudou a tornar possíveis.
Durante décadas, diferentes vagas feministas responderam aos desafios do seu tempo: lutaram pelo voto, educação, trabalho, participação política, autonomia e direitos reprodutivos. Nem todas pensaram da mesma forma, nem o feminismo ficou imune a excessos e radicalismos. Mas convém regressar à base antes de o transformarmos numa caricatura: feminismo não significa superioridade das mulheres, ódio aos homens ou eliminação das diferenças entre sexos. Significa igualdade de direitos e oportunidades.
Por isso, uma mulher escolher casar, ser mãe, dedicar-se à família ou valorizar a sua feminilidade não representa uma derrota do feminismo. Poder escolher é precisamente parte da conquista.
É aqui que considero interessante o crescimento de movimentos conservadores femininos. Depois de anos em que alguma esquerda confundiu emancipação com........
