Uma geração perdida
Novembro de 2015. Depois da queda do segundo governo de Passos Coelho, António Costa forma a Geringonça com PCP, BE e PEV, assinando acordos com cada um deles. Com evidente naturalidade, cada partido faz exigências ao PS, as quais são abraçadas sem grande perturbação ou alarido. Costa é um oportunista pragmático e um oportunista pragmático paga qualquer preço para chegar ao poder.
Uma das medidas então exigidas prendia-se com o fim dos exames dos alunos do 4º e do 6º ano. Com a alergia conhecida às avaliações, às regras, à disciplina e com o facilitismo que lhe corre nas veias, a extrema-esquerda faz disso uma bandeira, que Costa acolhe sem pestanejar: ainda em Novembro, o Parlamento elimina os exames de 4º ano; em Janeiro de 2016, é o governo que acaba com os de 6º ano. Iniciava-se o caminho que destruiria, em 10 anos, o progresso educativo dos estudantes portugueses. Em menos de um fósforo, os extraordinários resultados do PISA desse mesmo ano de 2015 iam evaporar-se.
Aberta a porta, e com a........
