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A verdade sobre IA: o que ninguém está contando – e como lucrar com isso

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19.02.2026

Na última semana de divulgação de resultados do setor de tecnologia, no início de 2026, a Microsoft perdeu aproximadamente US$ 357 bilhões em valor de mercado em um único pregão – sua maior queda desde março de 2020 – enquanto a Meta subiu cerca de 10% após divulgar seus números trimestrais. Ambas investem dezenas de bilhões de dólares em inteligência artificial. Então por que uma foi punida e a outra premiada?

A resposta revela algo que a maioria dos investidores ainda não compreendeu: estamos no meio de uma das maiores transferências de valor da história econômica. E quase todo mundo está olhando para o lado errado.

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A Microsoft reportou receita de aproximadamente US$ 81,3 bilhões no segundo trimestre do ano fiscal de 2026, encerrado em 31 de dezembro de 2025, com crescimento de 39% no Azure e outros serviços de nuvem, conforme divulgado em seu relatório oficial de resultados. Ainda assim, o mercado reagiu negativamente. O ponto central surgiu na teleconferência com investidores do mesmo trimestre, quando a CFO Amy Hood afirmou que a empresa enfrenta restrições de capacidade que limitam o crescimento, mesmo após investimentos recordes em infraestrutura.

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No mesmo período, a companhia registrou CapEx de aproximadamente US$ 37,5 bilhões no trimestre, representando forte aceleração em relação ao ano fiscal anterior, conforme detalhado no balanço divulgado em janeiro de 2026. O mercado passou a questionar não a demanda por IA, mas a velocidade com que essa demanda poderia ser convertida em retorno econômico sustentável.

A Meta, por sua vez, divulgou seus resultados trimestrais no mesmo ciclo de earnings do início de 2026 e apresentou guidance indicando expansão agressiva de investimentos em IA para os próximos anos fiscais. A reação positiva do mercado refletiu a percepção de que esses investimentos estão diretamente ligados à monetização via publicidade, o core business da companhia.

Os Sete Pontos Cegos do Mercado

Nos últimos meses, especialmente ao longo de 2025, algumas dinâmicas estruturais começaram a ficar mais evidentes.

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1. A Armadilha da Inferência

Ao longo de 2024 e 2025, executivos da OpenAI reconheceram publicamente que os custos operacionais para rodar modelos avançados são extremamente elevados. O desafio não está apenas no treinamento inicial, mas na inferência contínua, que cresce proporcionalmente ao uso.

Em declarações públicas feitas em 2025, Elon Musk, CEO da xAI, empresa por trás da plataforma Grok, afirmou que a indústria de IA já teria “esgotado basicamente o somatório cumulativo do conhecimento humano” disponível para treinamento de modelos, indicando que futuros avanços dependerão cada vez mais de dados gerados artificialmente.

Pesquisas acadêmicas preliminares sugerem que uma parcela significativa do conteúdo textual presente na web ativa já pode ser gerada por máquinas: um estudo estima que entre cerca de 30% e........

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