A nova economia da inteligência artificial
Durante décadas, a forma de calcular investimentos em tecnologia foi relativamente previsível. Empresas compravam servidores, adquiriam licenças de software, contratavam infraestrutura em nuvem e estimavam seus custos com razoável precisão.
Quanto maior a operação, maior o investimento, mas a lógica permanecia praticamente a mesma: a maior parte da despesa estava concentrada na aquisição e manutenção da tecnologia. A inteligência artificial, porém, está mudando essa equação.
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Grande parte das discussões sobre IA gira em torno da produtividade, da automação ou do impacto sobre o mercado de trabalho. Pouco se fala sobre uma transformação igualmente importante: a mudança na economia da própria tecnologia.
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Pela primeira vez, empresas começam a utilizar um recurso cujo custo cresce na mesma proporção em que ele é consumido. Cada pergunta feita a um assistente virtual, cada documento analisado, cada agente executado e cada fluxo automatizado representa processamento computacional, e isso tem custo.
Tokens: a nova unidade da economia digital
Na prática, esse consumo é medido em tokens, a unidade utilizada pelos modelos de inteligência artificial para contabilizar o processamento realizado. Cada pergunta enviada, cada resposta gerada, cada documento........
