Os conselhos que o guerreiro-filósofo da China Antiga Sun Tzu daria a Donald Trump
NEW HAVEN — Dizem que, no ano passado, o presidente dos EUA, Donald Trump, adiou por um dia — para 2 de abril — o anúncio das tarifas no chamado “Dia da Libertação”, pois não queria que sua “emergência” comercial inconstitucional fosse confundida com uma brincadeira do Dia da Mentira. Este ano, Trump desafiou o calendário com um discurso à nação em 1º de abril, promovendo mais um ato inconstitucional — uma guerra contra o Irã conduzida sem a aprovação do Congresso.
Ambas as medidas têm muito em comum. Não apenas desrespeitam a lei, mas também tentam cravar uma estaca no coração da ordem mundial. O choque tarifário do ano passado visava o sistema de comércio global baseado em regras estabelecido pelos Estados Unidos. O choque militar deste ano tem como alvo o Oriente Médio, há muito a região mais volátil do mundo.
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Trump cometeu esses atos imprudentes sem qualquer consideração pelas prováveis consequências. Não é surpresa que ambos tenham saído pela culatra. Apesar das tarifas “recíprocas” altíssimas contra os supostos parceiros comerciais abusivos dos Estados Unidos, o déficit comercial americano atingiu um novo recorde em 2025.
E apesar de toda a fanfarronice sobre aniquilar o poder militar do Irã, mísseis e drones iranianos continuam a causar estragos no Oriente Médio, enquanto o estrangulamento estratégico do país no Estreito de Ormuz levou ao maior choque petrolífero da história.
Em meio a esses fracassos, Trump voltou sua atenção para........
