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Netflix: o que vem depois da escala?

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Role Model, nome artístico de Tucker Pillsbury, está em turnê com a “Chuck On Tour”, com datas confirmadas nos Estados Unidos, Canadá e Europa.

Não por acaso, o cantor que mistura pop alternativo e indie foi escolhido por Amelia Dimoldenberg para abrir, no último dia 2, a temporada final de Chicken Shop Date.

Dimoldenberg é uma das comediantes, jornalistas e criadoras de conteúdo mais influentes do Reino Unido. Depois de 115 episódios publicados no YouTube ao longo de 12 anos, o talk-show chegou à Netflix com estreia simultânea nos dois ambientes.

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O serviço de streaming também licenciou episódios antigos de Chicken Shop Date, incluindo entrevistas de Dimoldenberg com Andrew Garfield, Jack Harlow, Damson Idris, Central Cee, Sabrina Carpenter, Ryan Reynolds e Hugh Jackman, segundo informou a Variety.

Esse é o tipo de “negócio de conteúdo produzido profissionalmente” ao qual Ted Sarandos se referiu na semana passada, durante o Bloomberg Screentime 2026, realizado em Los Angeles?

Em entrevista a Lucas Shaw, o executivo foi taxativo ao explicar onde a Netflix pretende colocar essa nova fronteira.

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“Nós definitivamente… não estamos no negócio de UGC (conteúdo gerado pelo usuário).”

Dimoldenberg amplia a lista de talentos revelados pelo YouTube cujos formatos e propriedades, nascidos fora da estrutura tradicional de Hollywood, começam a ser incorporados pela Netflix.

Como escrevi aqui em julho, ao se aproximar de territórios dominados por criadores, a empresa começa a criar uma nova camada de crescimento: a incrementalidade.

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Leia mais: Netflix e o dilema da incrementalidade

O valor dessa nova frente passa pelo dinheiro.

Sarandos afirmou que “se pudermos monetizar melhor essa programação para elas, podemos fazer um acordo”. Em seguida, com uma ironia que não parece acidental diante da relação cada vez mais próxima com o ecossistema do YouTube, completou. “Só não estamos tentando trazer toda a população de criadores para a Netflix.”

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E os números reforçam as investidas por criadores. Dados do eMarketer compartilhados por Michael Beach mostram que a Netflix cobra quatro vezes mais do que o YouTube por uma mesma exposição de 30 segundos.

O CPM, custo por mil impressões, é de US$ 37 no streaming contra US$ 9 no YouTube.

“Mesma sala de estar. Mesmo sofá. Frequentemente o mesmo espectador. O preço varia quatro vezes dependendo de qual app está aberto”, resumiu Beach.

A questão agora é saber se esse........

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