Bancos apostam R$ 3 bi contra fraude com IA e deepfake
Imagine receber uma vídeo chamada do gerente do seu banco, com o rosto, a voz e até o jeito de falar que você conhece há anos, pedindo para confirmar uma transferência “por segurança”.
Até pouco tempo, bastava confiar nos próprios olhos e ouvidos. Hoje essa certeza não existe mais, e é justamente aí que mora o negócio mais lucrativo do crime organizado contemporâneo.
É possível chamar esse fenômeno de industrialização da confiança: o alvo do crime deixou de ser o sistema e passou a ser a certeza que sustenta qualquer relação financeira.
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A edição mais recente do relatório global de fraude da INTERPOL, divulgada em março, estima que a fraude bancária com inteligência artificial movimentou US$ 442 bilhões só em 2025, com alta de 54% nas notificações internacionais desde 2024.
O motivo do salto interessa mais do que o valor: fraudes desenhadas com apoio de inteligência artificial chegam a ser 4,5 vezes mais lucrativas que os métodos tradicionais de engenharia social.
Não é uma questão de volume, é uma questão de eficiência, a mesma lógica que uma fábrica aplicaria a qualquer linha de produção, agora aplicada ao engano.
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A fábrica que aprendeu a........
