A conta que não fecha: por que a aposentadoria da mulher custa mais caro
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Publiquei há pouco tempo, no Instagram do Manas Investem, um conteúdo sobre aposentadoria feminina que alcançou muito mais gente do que eu esperava. Mais do que a repercussão do tema, o que me chamou atenção foram os comentários. Muitas mulheres relataram que nunca haviam parado para fazer essa conta.
A conta é simples de explicar e desconfortável de encarar: a mulher brasileira precisa de mais dinheiro do que o homem para financiar sua aposentadoria, mas constrói esse patrimônio a partir de uma base menor.
A regra que parece um benefício
Pela regra de idade mínima estabelecida pela Reforma da Previdência, mulheres que cumpram os demais requisitos legais podem se aposentar pelo INSS aos 62 anos, enquanto os homens se aposentam aos 65. São três anos de diferença.
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No debate público, isso costuma ser tratado como uma vantagem concedida às mulheres em reconhecimento à dupla jornada enfrentada por muitas delas, que conciliam a carreira profissional com a maior parte das responsabilidades domésticas e de cuidados com a família.
Do ponto de vista financeiro, porém, aposentar-se mais cedo significa duas coisas: menos tempo para contribuir e mais tempo para consumir os recursos acumulados. Some-se a isso a expectativa de vida feminina, de 79,9 anos, contra 73,3 anos para os homens, segundo o IBGE, e chegamos a quase 18 anos de aposentadoria a serem financiados........
