A Casas Bahia entrou para uma lista que não escolhe partido nem governo
O pedido de recuperação judicial da Casas Bahia, em 17 de agosto, declarou dívidas de R$ 17,3 bilhões, dez empresas do grupo e o fechamento de 298 lojas. Em menos de 48 horas, o caso virou discurso de campanha. Em comício em Belo Horizonte, Flávio Bolsonaro citou a Casas Bahia nominalmente como prova de que o governo quebrou a economia do país, generalizando o caso para milhares de outras empresas na mesma situação. Lula, por sua vez, discursou antes de estourar o caso e ainda não se pronunciou sobre o assunto.
O gancho que virou palanque
O pedido de RJ caiu exatamente no fim de semana em que a campanha eleitoral de 2026 abriu oficialmente, com Lula em São Bernardo e Flávio Bolsonaro estreando em Copacabana antes de seguir para Belo Horizonte. Não é a primeira vez que uma dívida de varejo vira munição de campanha, e provavelmente não será a última. O que muda o peso do argumento não é a dívida em si, é o calendário: a mesma notícia, publicada num mês sem eleição, provavelmente não teria saído da editoria de economia.
Quem gritou mais........
