Um projeto para chamar de Brasil
O Brasil é um país de contradições de escala continental. Convive com problemas estruturais que resistem a décadas de tentativas de solução e carrega uma dívida social que ainda não conseguiu, nem de longe, honrar.
Mas é também um país capaz de protagonizar avanços que surpreendem o mundo. A agricultura é um exemplo conhecido: em produtividade e modernização, o Brasil está entre os líderes globais em diversas culturas.
O sistema financeiro é outro. E é sobre esse segundo Brasil que trata este artigo.
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Capitaneado pelo Banco Central, o país construiu ao longo dos últimos 25 anos uma das infraestruturas financeiras mais sofisticadas do mundo. É uma história de acertos consistentes, cada um construído sobre o anterior.
Após o saneamento do sistema financeiro promovido pelo PROER na década de 1990, o BC lançou o projeto de Spread Bancário, com o objetivo de desenvolver o mercado de crédito a partir de bases mais sólidas. Instrumentos como FIDCs, alienação fiduciária e patrimônio de afetação foram criados, redesenhando o arcabouço legal do mercado de capitais brasileiro.
Em paralelo, o BC avançou em regulação prudencial: mais capital para operações arriscadas incluindo operações de crédito, limites de risco de mercado e parâmetros mínimos de liquidez por instituição. O sistema ficou mais seguro.
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Em maio de 2002, nasceu o novo Sistema de Pagamentos Brasileiro, trazendo modernização operacional e dando origem à TED. Em 2013, a criação das Instituições de Pagamento abriu o mercado para novos entrantes, quebrando exclusividades........
