Ocupação chinesa nas fábricas brasileiras: reindustrialização ou terceirização de futuro?
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Durante anos o Brasil conviveu com um cenário esquizofrênico na indústria automotiva. Capacidade instalada para algo próximo de 4,5 milhões de veículos por ano e produção em torno de 2,3 milhões em 2023, o que significa quase 50% de ociosidade das linhas. Em 2025 a produção subiu para cerca de 2,6 milhões de unidades, segundo a Anfavea, ainda bem abaixo do potencial das plantas.
Esse vazio industrial abriu espaço para um movimento que hoje redesenha o mapa das fábricas no país. Quem está ocupando os galpões deixados por Ford, Mercedes e por operações enxutas de montadoras tradicionais são os chineses, em diferentes formatos de parceria.
A história mais conhecida é a da BYD em Camaçari, na Bahia. A antiga planta da Ford, símbolo de desindustrialização quando fechou as portas em 2021, está sendo convertida em hub de veículos elétricos com investimento anunciado de 5,5 bilhões de reais. O plano prevê produção em larga escala a partir de 2026 e até 20 mil empregos diretos e indiretos no pico da operação.
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Em Iracemápolis, interior de São Paulo, a GWM assumiu a fábrica que pertencia à Mercedes e inaugurou em 2025 sua primeira unidade produtiva nas Américas. A planta já monta modelos como Haval H6 e Poer P30, com capacidade inicial em torno de 50 mil veículos por ano e planos de expansão para exportar a partir do Brasil para toda a região.
O próximo capítulo está em Catalão, em Goiás.........
