A pergunta de US$ 1 bilhão sobre os carros chineses
Na segunda-feira, fui convidado pela equipe de corretagem institucional da XP para uma conversa com gestores de Assets, analistas e profissionais do mercado financeiro.
Antes de começarmos, fizeram uma ressalva: não queriam dados sensíveis ou informações confidenciais. O objetivo era entender minha leitura sobre o avanço dos veículos eletrificados e seus efeitos sobre a venda e a revenda de automóveis no Brasil.
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A conversa passou por preços, estoques, valor residual, margens das concessionárias e comportamento do consumidor. Até que alguém fez a pergunta que provavelmente valia mais do que todas as outras:
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“Qual será a participação das marcas chinesas no Brasil daqui a cinco anos?”
Parei por alguns segundos.
Essa é a pergunta de US$ 1 bilhão.
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Se tivessem me perguntado, há cinco anos, qual seria a participação das chinesas em 2026, eu provavelmente teria errado. E errado redondamente.
Um número cada vez mais difícil de calcular
Hoje, as marcas chinesas já respondem por algo próximo de 23% dos emplacamentos mensais de automóveis e comerciais leves, dependendo do critério utilizado para classificar origem, grupo e marca.
Só a BYD encerrou julho com 23.465 unidades e 9,1% do mercado brasileiro, seu maior resultado até agora. Mas essa estatística já nasce incompleta.
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O Ford Territory é produzido na China. O Chevrolet Spark EUV e o Captiva EV nasceram de uma arquitetura chinesa e agora são montados no Ceará. A GM, inclusive, informa que o Brasil se tornou o primeiro país fora da China a........
