Como a lógica da viralização redefiniu a Creator Economy
As primeiras informações tratavam de algo local, mas com potencial de escala global. Rapidamente vieram as primeiras notificações. Já se sabia que a origem era chinesa, mas ninguém sabia ao certo à proporção que aquilo ganharia, nem a velocidade com que iria se alastrar.
A disseminação foi quase instantânea. A exposição recorrente aumentava a probabilidade de reprodução e, em poucos dias, o crescimento deixou de ser linear e passou a ser exponencial.
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Especialistas tentavam entender a velocidade dessa transmissão. O mundo inteiro já havia sido impactado. Mas essa não é a história sobre o vírus que você está pensando.
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E sim sobre um vídeo de uma streamer chinesa chamada Zheng Xiang Xiang, que viralizou globalmente em 2024 por um método quase hipnótico e ultrarrápido de vender produtos em lives no Douyin, a versão chinesa do TikTok.
Segundo uma reportagem do G1, ela teria faturado cerca de R$ 51,6 milhões em uma série de lives durante um feriado chinês.
Por mais absurda que essa analogia possa parecer, existe uma justificativa etimológica que conecta a ideia de um vírus à de um viral: esse conceito, tipicamente fruto da internet, nasce justamente da lógica de propagação semelhante à de um vírus, algo que se espalha rapidamente de pessoa para pessoa.
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O termo ganhou força nos anos 1990, antes mesmo de as redes sociais existirem como conhecemos hoje.
Atualmente, “viralizar” talvez tenha menos relação com acumular views e mais com entrar na cultura, para o bem ou para o mal, influenciar comportamento e moldar linguagem.
Leia também: Viralizar é arte; ganhar seguidor faz parte. Monetizar… esse é o verdadeiro desafio
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O caso de Zheng Xiang Xiang é um retrato........
