A inovação que mora no óbvio: como o Klubi ressignificou o consórcio na era digital
Quanto mais acompanho o ciclo de vida das empresas, mais me convenço de um padrão comportamental nos negócios: as inovações mais sustentáveis e duradouras raramente nascem de ideias mirabolantes ou de invenções nunca antes concebidas.
Quase sempre, a disrupção se esconde exatamente dentro daquilo que já nos é familiar.É como pegar um mapa antigo, que todos já se cansaram de olhar, e ter a curiosidade de testar uma rota que sempre esteve lá, mas que a maioria ignorava. Ou seja, a velha e apurada arte de redesenhar o óbvio.
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Recentemente, citei nesta coluna o caso da Turbi. Eles não precisaram inventar a roda, tampouco o carro. Apenas observaram um mercado dominado por locadoras tradicionais, entenderam que a forma de cobrar pelo aluguel havia envelhecido e, ao ajustar a lógica da cobrança, preencheram uma lacuna que o quase monopólio do setor mantinha ignorada (se você não leu, clique aqui para conferir o artigo).Mas, se existe um terreno fértil para quem gosta de lapidar e modernizar o que já existe, esse lugar é o mercado financeiro. As fintechs provaram que inovar em algo que todos já conhecem é, na verdade, um excelente modelo de negócios.
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Leia também: Dos tíquetes de papel aos R$ 2 bilhões: como a Vólus usou o tempo a seu favorO Nubank, talvez no exemplo mais emblemático do país, não precisou inventar o pedaço de plástico chamado cartão de crédito; ele apenas tirou o peso da burocracia que os clientes carregavam nas costas.
A Caju, por sua vez, não criou o conceito de benefícios corporativos do zero; ela simplesmente olhou para um modelo engessado e deu a ele a liberdade que as novas dinâmicas de trabalho pediam.
Ambas pegaram........
