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O analógico voltou

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24.04.2026

Durante anos, o marketing aprendeu a interromper com eficiência. Ficou mais rápido, mais preciso, mais mensurável, mais obcecado por otimização. A máquina funcionou. Cliques subiram, jornadas encurtaram, e o digital venceu em conveniência.

Eficiência não é sinônimo de vínculo, e alcance não é sinônimo de relevância. E alguma coisa se perdeu no caminho: marcas presentes em todo lugar, mas memoráveis em quase lugar nenhum.

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O analógico voltou. Não como nostalgia e muito menos como rejeição da tecnologia. O analógico voltou como resposta a um mercado que acelerou demais a relação entre marcas e pessoas. Voltou porque, em um ambiente saturado de estímulo, a presença passou a valer mais do que a exposição.

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Desconectar virou desejo

O Brasil entrou em 2025 com 183 milhões de usuários de internet, 144 milhões de identidades ativas em redes sociais e uma média de 3h32 por dia dedicada às plataformas sociais, uma das mais altas do mundo. Ao mesmo tempo, cresce o desejo de reequilibrar essa relação: dados do hub de consumer insights da Vivo mostram que 30% dos brasileiros já declaram ter como meta reduzir os excessos no uso de tecnologia, internet e redes sociais, quase o dobro do registrado em 2023; entre 25 e 34 anos, esse índice sobe para 36%.

É nesse contexto que “detox digital” ganhou escala e, segundo levantamento........

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