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A próxima Netflix exige revisitar uma decisão de 2007

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21.07.2026

O resultado financeiro do segundo trimestre da Netflix aponta para um crescimento de receita de 13%, margens de 33% e vendas de anúncios dobrando para US$ 3 bilhões. A arrecadação de US$ 24,8 bilhões no primeiro semestre de 2026, porém, não foi suficiente para convencer o mercado.

As ações caíram 12% na última sexta após a divulgação dos números.

No acumulado dos últimos seis meses, o engajamento do streaming cresceu para 97 bilhões de horas ( 2% ano a ano). O número confirma a força do produto, mas também abre uma indagação feita por Hernan Lopez: a que custo?

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O questionamento do analista encontra em outro dilema provocado por Ian Whittaker um fio que ajuda a entender o momento da Netflix.

“O prêmio de plataforma talvez esteja começando a rachar.”

Para Whittaker, chegou o momento em que o mercado começa a testar se a melhor forma de avaliá-la ainda é como uma plataforma tecnológica ou se ela deve ser analisada sob a ótica de uma empresa de mídia.

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Essa mudança de percepção acontece junto com uma transformação na própria forma como a Netflix apresenta seu negócio.

Depois de abandonar a divulgação recorrente do número de assinantes em 2025, a companhia anunciou que reduzirá o relatório “O que assistimos” para uma edição anual a partir de 2027, reforçando o foco em receita e lucro.

Antes mesmo do balanço trimestral chegar aos acionistas, a Netflix comunicou que a partir de 3 de agosto passará a incorporar vídeos de formato curto e nativos da web produzidos por grandes editores digitais diretamente em sua página inicial. As colaborações incluem conteúdos do BuzzFeed Studios, Condé Nast, Hearst, Tastemade e Penske Media.

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A escalada para o processo de YouTubeificação converge para um revelação feita pela Bloomberg. Os consumidores estão cada vez mais abandonando programas serializados antes mesmo da chegada de uma segunda temporada.

De acordo com Lopez, as horas de visualização dos programas e filmes do Top 10 semanal caíram cerca de 4% ano a ano no primeiro semestre de 2026.

Ao longo de um mês, apenas 11 programas ultrapassaram 100 milhões de horas de visualização entre os títulos mais assistidos semanalmente. Entre eles, apenas dois superaram 200 milhões.

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Os dados sugerem que o comportamento do público está se afastando do modelo tradicional que ajudou a construir o sucesso da Netflix. E que agora seu rival não é outro serviço de streaming, mas a sala de estar do YouTube.

A ironia feita pela analista Annie Krukowska reafirma que a disputa pela atenção passa a envolver qualquer ambiente capaz de capturar tempo do........

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