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O jogo que se ganha antes do apito inicial

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17.07.2026

A Copa do Mundo é festa. A cada quatro anos o Brasil para. Álbum de figurinhas, mãos das crianças batendo no chão e estampidos que assustam os adultos a qualquer momento, em qualquer lugar: bafo, bafão, bafinho… Quem convive com crianças sabe.  

Bares movimentados, churrascos e grupos de mensagens em polvorosa, figurinhas divertidas e muitas provocações. Palpites em bolões, camisas amarelas resgatadas do fundo do armário e muitas discussões acaloradas sobre quem deveria, ou não, estar em campo.

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Eu costumo observar tudo isso e faço um paralelo de que boa parte do que se aprende dentro das quatro linhas vale, quase sem ajustes, para a maneira como uma família cuida de seu próprio patrimônio.

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Escrevo este artigo em julho, com o Mundial na reta decisiva e a grande final se aproximando. Boa parte do país está de férias seguindo o calendário escolar. É um mês de casa cheia, de viagem e de muita gente reunida.

Eu não poderia ficar de fora dessa farra. Apesar de não ter habilidade para entrar em campo e contribuir jogando com a camisa amarela, não há uma partida nesse mundial que não me remeta ao que vivo no meu dia a dia de advogado que atua, há quase 30 anos, com famílias e planejamento patrimonial.

Vejamos o que o meu cotidiano compartilha com uma partida da Copa do Mundo. São muitas as similaridades, mas quatro delas me chamam mais atenção.

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A escalação que ninguém vê

Nenhum técnico levanta uma taça com onze craques jogando cada um para o seu lado. Ganha quem monta um time e sabe escalar cada jogador numa posição, com função clara e missão determinada do que fazer quando a bola chega (infelizmente a Noruega e a atuação do craque Halland durante a partida de eliminação da seleção brasileira comprovam isso). 

No planejamento de uma família, a lógica é exatamente essa e é aqui que mora o erro mais comum que costumo........

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