Uma conversa desarmada com os adultos indecisos
Fiz uma live esta semana com um público específico em mente: o eleitor adulto e indeciso. Aquele que pensa em Caiado, em Zema, até em Renan Santos, ou então em anular o voto – porque rejeita Lula, mas também não engole Flávio Bolsonaro nem o bolsonarismo. A conversa foi desarmada justamente porque não era com quem já decidiu. Era com quem ainda hesita, e essa hesitação é o que pode reeleger o PT.
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Me acusam de ter voltado “rastejando” ao bolsonarismo. Nada disso. Minha prioridade nunca mudou: impedir a perpetuação do PT no poder. Escrevi o livro Estrela Cadente em 2005 sobre as contradições do partido, nunca votei nele, fui processado por Lula e cheguei a figurar em lista negra dessa turma. Critiquei Flávio quando a chapa ainda parecia incerta e nomes de menor rejeição pareciam mais competitivos. Reconheço as fragilidades do candidato. Mas a conversa não é com quem já vai votar nele – é com quem ainda não se convenceu.
No item corrupção, a eleição não compara dois nomes: compara dois pacotes. Lula foi condenado em três instâncias por nove juízes, com “provas sobradas” no caso do triplex e do sítio. A anulação veio de uma manobra de Fachin que mudou o foro, não de uma absolvição de mérito. Flávio enfrenta suspeitas – rachadinha arquivada, a história da loja de chocolates, a reportagem reciclada da Piauí, o filme sobre o pai bancado por Daniel Vorcaro – sem condenação nem prova fechada. Não se nivela a suspeita ao condenado.
Anular ou dispersar o voto no primeiro turno é abrir mão de encerrar a eleição cedo, economizar bilhões e evitar o jogo sujo que PT e STF fariam num segundo turno. Não se escolhe genro; escolhe-se quem vai gerir o país
Anular ou dispersar o voto no primeiro turno é abrir mão de encerrar a eleição cedo, economizar bilhões e evitar o jogo sujo que PT e STF fariam num segundo turno. Não se escolhe genro;........
