Precisamos falar sobre a Bahia: estado só anda para trás, mas mantém governo petista desde 2007
O baiano foi às urnas neste domingo e renovou o contrato. Jerônimo Rodrigues, do PT, foi reeleito governador no primeiro turno com 55,8% dos votos válidos, 4,62 milhões, contra 43,7% de ACM Neto, 3,62 milhões. Rui Costa e Jaques Wagner levaram as duas vagas do Senado. Na disputa presidencial, Lula fez 66,2% na Bahia, 5,66 milhões de votos, contra 28,5% de Flávio Bolsonaro, 2,44 milhões. A diferença passou de 3,2 milhões. Em 2022, Lula já havia levado 69,7% no estado. O mapa não mudou muito.
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O PT governa a Bahia desde 2007, ciclo aberto por Wagner, continuado por Rui e agora esticado até 2030 com Jerônimo Rodrigues. São seis mandatos seguidos. Vinte anos de um mesmo projeto. E o estado anda para trás. A desculpa costumeira é a herança, o coronelismo, o sol. A desculpa caducou. Duas décadas são tempo de sobra para inverter uma trajetória, se a trajetória fosse o problema e não o método.
A Bahia tem a quarta maior população do país e, ainda assim, perdeu posição. Em 2006, antes de o PT sentar em Ondina, era o sexto maior PIB estadual. Hoje é o sétimo. A fatia do estado na economia brasileira encolheu sob os governos petistas. Não se trata de crescer devagar. Trata-se de crescer menos do que os outros e entregar participação. Um estado que encolhe no ranking nacional enquanto o partido no poder se reelege no primeiro turno não está sendo punido. Está tendo o que deseja.
A Bahia não está condenada à pobreza relativa. Está condenada, por enquanto, a um cálculo eleitoral racional e perverso: o voto premia quem distribui o presente e pune quem promete o futuro. Enquanto a urna pagar melhor a migalha do que a prosperidade, o PT terá sexto, sétimo, oitavo mandato
A Bahia não está condenada à pobreza relativa. Está........
