O que Paulo Francis diria sobre o STF e o Brasil de hoje?
O Brasil continua o mesmo asilo de lunáticos em que os pacientes assumiram o comando. Desta vez o palco é o Supremo Tribunal Federal (STF), aquela corte que se imagina oráculo da República e não passa de um clube de vaidosos – e corruptos – com toga. Alexandre de Moraes, Mendonça, Toffoli, Dino e o resto da turma se digladiam em público por causa de um banqueiro preso, Daniel Vorcaro, e de mensagens que cheiram a favorecimento, para dizer o mínimo. Quem diria que o templo da constitucionalidade viraria novela das oito, com troca de acusações, afastamento de delegados da PF e ministros se vigiando uns aos outros como se fossem capangas de sindicato.
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O escândalo do Banco Master é apenas o capítulo mais recente de uma história que o país já conhece de cor: elites que se protegem mutuamente até o momento em que o barco começa a afundar. Contratos milionários com o escritório da mulher do ministro do STF, clube do uísque, gratidão expressa por WhatsApp, consultoria a bandido com pedidos como: “devo sair do país?”. Nada disso surpreende quem já viu o Brasil funcionar. Surpreende apenas a desfaçatez com que esses senhores, depois de........
