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A usurpação anunciada: ala de Gilmar Mendes quer o controle do TSE

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22.09.2026

A juristocracia brasileira nem disfarça mais. Enquanto o país tenta discutir eleição, a ala de Gilmar Mendes no STF trata o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) como apêndice, órgão menor que precisa de “supervisão” sempre que o resultado ameaçar o consórcio no poder. Não é interpretação. É o próprio decano quem diz: o Supremo atuará como instância revisora e intervirá “sempre que necessário”. Tradução: se Nunes Marques e André Mendonça – indicados por Bolsonaro – ousarem aplicar a lei em vez do script petista, o STF atropela. Isso tem nome. Chama-se usurpação de competência.

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Gilmar não fala de “politização da Justiça Eleitoral” por acaso. Fala depois de xingar Mendonça de “boneco eleitoral” em plenário e de validar, sozinho, o reajuste do Bolsa Família a poucos dias do pleito. O risco “que vem de dentro”, segundo ele, não é o aparelhamento de décadas. É a possibilidade de o TSE deixar de ser correia de transmissão. Uma Corte que legisla, executa e julga agora quer também ditar o ritmo da Justiça Eleitoral. Quem ainda fala em independência dos poderes vive em 1988. Nós estamos em 2026.

O caso Deltan Dallagnol ilustra o método com precisão cirúrgica. O editorial da Gazeta do Povo não deixou dúvida:........

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