Chico, não me faça perguntas difíceis
Meu querido amigo Francisco Escorsim me aconselhou.
Ou talvez tenha sido uma bronca e eu não percebi:
— Escreva para Deus.
A vontade que me deu foi a de responder com uma indignação afetada:
“Mas quem disse que eu já não escrevo?!”
Mas não há indignação na minha voz quando pergunto:
— Escrevendo para o leitor, já não estou escrevendo para Deus?
É um drible teológico. Anto e ontológico. O leitor como meu semelhante e ponte entre mim e Deus. O amor e tal.
— Mas por que não escrever diretamente para Deus?
Na voz dele as letras........
