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O Tribunal da Vergonha e a morte da Justiça no Brasil

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“Qualquer indivíduo que não for punido por seus crimes deve ser considerado como o mais infeliz dos homens, e que, em qualquer circunstância, quem comete alguma injustiça é mais infeliz do que a vítima dessa injustiça.”(Platão, “Górgias”)

Todo brasileiro decente se envergonha de Flávio Dino, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes.

Uma das profecias que Bertrand de Jouvenel faz em seu clássico “O Poder: História Natural do Seu Crescimento” é a de que, em nosso tempo, a Justiça seria destruída pela política. O espetáculo deprimente que o Brasil inteiro viu hoje, no plenário do STF, é a prova de que o grande cientista político francês estava coberto de razão.

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O que vimos hoje foi a luta sangrenta da facção de ministros-políticos — a gangue formada por Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes — contra os ministros que ainda acreditam que a mais alta corte do país deve voltar a pautar-se pelo cumprimento da lei e pelo exercício da Justiça, apesar de todos os abusos e descalabros cometidos nos últimos sete anos a partir do Inquérito do Fim do Mundo, incluindo a maior farsa jurídica de nossa história — o julgamento do falso golpe de 8 de janeiro.

Recusando-se a investigar os claríssimos indícios de crime contra um de seus membros, o STF está destruindo os seus últimos resquícios de autoridade perante a sociedade brasileira. Tudo o que hoje emana desse Tribunal da Vergonha está, de alguma forma, conspurcado e envenenado pelos crimes que os cúmplices do regime querem desesperadamente........

© Gazeta do Povo