Nosso futuro não é Suíça, Lulinha
“O tempo presente e o tempo passado/ Estão ambos talvez presentes no tempo futuro/ E o tempo futuro contido no tempo passado.”(T. S. Eliot)
“Nosso nível tá outro. Nosso futuro é Suíça.” As palavras da lobista Roberta Luchsinger dirigidas a seu amigo íntimo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, durante uma conversa sobre negócios caíram como um meteoro sobre o noticiário dos últimos dias, mas a mim, cronista de sete leitores, curiosamente fizeram lembrar os versos do poeta anglo-americano Thomas Stearns Eliot em sua obra-prima “Quatro Quartetos”.
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No poema, Eliot fala sobre a irremissibilidade do tempo, ou seja, sobre o fato inescapável de que as coisas que aconteceram não podem desacontecer, e estarão para sempre registradas no imenso livro da realidade. Mas Eliot também nos aponta para uma qualidade cíclica do tempo, ao assinalar: “O que poderia ter sido e o que foi convergem para um só fim, que é sempre presente”.
Dentro do tempo, há vários Lulinhas. Houve aquele que nasceu dias antes de seu pai tomar posse como presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, em 1975, levado pelas mãos do........
