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Erika Hilton e a proibição de dizer a verdade

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16.03.2026

1. Em 1845, aos 27 anos de idade, um jornalista radical e filósofo acadêmico escreveu um pequeno ensaio intitulado “Teses sobre Feuerbach”. Esse jovem autor, cujo nome era Karl Marx, cunhou então uma frase que se tornaria um dos principais lemas políticos do nosso tempo:

“Os filósofos têm apenas interpretado o mundo de maneiras diferentes; a questão, porém, é transformá-lo.”

2. Essa frase, aparentemente inofensiva, está diretamente ligada às maiores tragédias de nossa época. Ao colocar a transformação social como prioridade absoluta do pensamento e da ação humana, o jovem Marx lançava as bases da mentalidade revolucionária contemporânea. Na cabeça dos militantes modernos, a destruição de tudo o que existe é infinitamente mais importante que a verdade. Essa rebelião metafísica contra a realidade — em nome da mudança radical do mundo e da própria natureza humana por meio da concentração de poder político — constitui a essência mesma dos fenômenos totalitários dos últimos dois séculos, incluindo-se aí o comunismo, o nacional-socialismo, o globalismo e o fascismo islâmico. Todas essas manifestações do movimento revolucionário caracterizam-se pelo ódio ao real; começam com slogans e terminam com assassinatos em massa.

Para o revolucionário, o que menos importa é a verdade. Se os fatos atrapalham a revolução, pior para os fatos. Isso tem um nome técnico: dialética negativa. Mas, em termos teológicos, também pode ser chamado de espírito demoníaco

Para o revolucionário, o que menos importa é a verdade. Se........

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