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“Foi o Chega contra o sistema”: deputado luso-brasileiro analisa as eleições em Portugal

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11.02.2026

As eleições presidenciais em Portugal confirmaram a vitória do socialista António José Seguro, mas também revelaram um dado incontornável: o avanço expressivo da direita conservadora no país. Pela primeira vez em décadas, o sistema político português foi tensionado por uma candidatura que rompeu o tradicional revezamento entre socialistas e sociais-democratas e levou a disputa ao segundo turno.

Para analisar o resultado das urnas, o papel da imprensa e as possíveis lições para o cenário brasileiro, a coluna Entrelinhas e o programa Sem Rodeios ouviram com exclusividade o deputado luso-brasileiro Marcus Santos, do partido Chega. Na conversa, ele fala sobre o crescimento eleitoral da direita em Portugal, a estratégia anti-establishment do partido, o apoio maciço do sistema político ao candidato socialista e os desafios de conquistar o eleitorado de centro em eleições majoritárias.

Entrelinhas: Portugal acaba de passar por uma eleição presidencial vencida pelo socialista António José Seguro. Ainda assim, a direita cresceu de forma expressiva. Como o senhor analisa esse resultado?

Marcus Santos: É verdade. Foi uma eleição muito renhida. O presidente do partido Chega, André Ventura, inicialmente nem queria concorrer. Não encontrávamos um nome forte que representasse de fato os portugueses conservadores e de direita contra o candidato socialista. Diante disso, o André decidiu avançar.

É importante lembrar que Portugal vive um sistema semipresidencialista. O presidente da República não governa como no Brasil. Quem governa é o primeiro-ministro, eleito nas eleições........

© Gazeta do Povo