Leão XIV recorda que crise ambiental é resultado da crise moral
A próxima terça-feira, 1.º de setembro, é o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação – em algumas igrejas, o dia ainda marca o início do “Tempo da Criação”, que vai até 4 de outubro, festa de São Francisco de Assis. O papa Leão XIV celebrará uma missa no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo, e usará as orações e leituras que ele mesmo inseriu no calendário litúrgico em junho do ano passado – e que foram escolhas muito felizes. No último dia 20, o Vaticano divulgou a mensagem papal para esse dia de oração, e ela está muito boa, muito distante do que já chamei em outras ocasiões de “ambientalismo bocó”.
O papa escolheu relacionar o tema ambiental com o cenário atual, marcado especialmente pela guerra. A agressão russa contra a Ucrânia já tem quatro anos e meio, e os Estados Unidos se enfiaram em uma guerra contra o Irã que não tem previsão para terminar. “A guerra deixa também para trás uma destruição social e ecológica que perdura por gerações. Além disso, a interação entre os conflitos armados e a degradação ambiental cria frequentemente um ciclo vicioso, que destrói ecossistemas, contamina recursos essenciais, como o ar e a água, e compromete a segurança alimentar”, afirma Leão XIV. E, em seguida, o pontífice desenvolverá seu tema central: a verdadeira origem do mal da guerra, e do mal da devastação ambiental.
“As discórdias que vemos no mundo, como a violência, a injustiça e a degradação ecológica, não são simplesmente o resultado de sistemas ou estruturas insuficientes, mas estão ligadas ‘com aquele desequilíbrio fundamental que se radica no coração do homem’.”Leão XIV, em mensagem para o Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação.
“As discórdias que vemos no mundo, como a violência, a injustiça e........
