DNA no Sudário de Turim sugere andanças do pano pelo mundo
No último dia 31 de março, durante a Semana Santa, um grupo de pesquisadores liderado por Gianni Barcaccia, professor de Genética e Genômica da Universidade de Pádua, colocou na internet a versão mais recente de um artigo ainda em pre-print, como são chamados os papers em fase de análise para publicação em revistas científicas, em que os pesquisadores analisam traços de DNA no Sudário de Turim, ou Santo Sudário, e encontram indícios de uma possível origem indiana do pano, além de sugerir locais por onde ele pode ter passado ao longo de sua história – inclusive o Oriente Médio.
O leitor do Tubo de Ensaio que acompanha as publicações sobre o Sudário sabe que eu o considero um objeto “imprestável” para datações por vários fatores, que incluem todas as “aventuras” pelas quais o pano passou, como incêndios, além da manipulação pesada. Muita gente literalmente botou a mão no Sudário ao longo dos séculos, e isso deixa sua marca. Pois é justamente essa marca que os pesquisadores liderados por Barcaccia analisaram, avançando em relação a um estudo semelhante feito por eles em 2015. Desta vez, eles usaram um novo conjunto de 12 amostras, como filamentos de linho e material aspirado do Sudário em 1978, durante a grande rodada de testes do Shroud of Turin Research Project (Sturp). Alguns desses filamentos, por exemplo, foram extraídos pelo professor Pierluigi Baima Bollone, que também fazia parte do grupo de Barcaccia, mas faleceu antes da publicação deste artigo. Foi Bollone quem identificou o tipo AB nas manchas de sangue presentes no Sudário, nos anos 80.
Tecido pode ter sido fabricado na Índia e exportado para o Oriente Médio
O DNA humano examinado pela equipe de Barcaccia, no entanto, não é o do chamado “Homem do Sudário”, mas o de pessoas que, em algum momento, tiveram contato com o pano. Essa informação genética é interessante........
