Não é só o juiz mineiro: o Brasil está embriagado
Qual a relação que pode haver entre a decisão de quatro ministros do STF de determinar que magistrados de tribunais de seis estados e do Distrito Federal devolvam pagamentos indevidos de penduricalhos e um juiz do Tribunal de Justiça de Minas Gerais que não se comportou como devia numa audiência por vídeo? Um caso parece não ter nada a ver com o outro, mas os dois podem gerar uma série de questionamentos sobre o comportamento daqueles que ocupam assentos na mais alta corte do país.
Não dá para defender que um funcionário público receba vencimentos acima do que determina a lei. Se existe um teto, ele tem de ser cumprido; não há espaço para discussão sobre isso. A questão é que ninguém deveria aceitar também que um ministro do Supremo, no caso Alexandre de Moraes, fosse ligado a um banqueiro corrupto, por meio de um contrato de R$ 129 milhões. Também não se poderia permitir que outro magistrado, Dias Toffoli, estivesse metido em “maracutaiaiá”, fazendo negócio com o Banco Master, com a JBS...
Se é para condenar o juiz que........
